Gestão da produtividade na Construção Civil traz eficiência para a obra
A necessidade do aumento da produtividade na Construção Civil é o principal desafio a ser enfrentado pelo setor, afinal seu crescimento tem sido de apenas 1% ao ano (em média), nas últimas duas décadas. Em comparação, um estudo da McKinsey mostra que a média de crescimento para o setor industrial foi 3,6% e para a economia mundial como um todo foi de 2,8%.
Se a produtividade na construção civil conseguisse atingir o mesmo nível da economia total, por exemplo, A McKinsey estima que o setor ganharia US$ 1,6 trilhão em valor agregado, o que equivaleria a atender aproximadamente à metade da demanda global por infraestrutura. Vale destacar que neste ponto, o Brasil é um dos países que apresentam piores índices de produtividade em todo o mundo, especialmente porque o setor no país ainda está iniciando seu processo de transformação digital.
E para avançar e ganhar eficiência na jornada construtiva, é preciso implantar modelos de produção com maior grau de industrialização e automação. Mas tão importante quanto a adoção de tecnologias, é ainda mais essencial que o setor invista em práticas mais modernas que contemplem toda a dimensão da gestão da produtividade, como otimização da organização do trabalho, produto e processo.
Pontos principais de análise da produtividade na Construção Civil
Basicamente, a produtividade individual é medida pela razão entre a quantidade de serviço executado por um número de profissionais durante uma determinada quantidade de tempo. Já a produtividade por equipe, traz a relação entre a quantidade de serviço e o tempo para este ser realizado. Além disso, fatores como grau de dificuldade do produto e do processo afetam o resultado final. Ainda deve ser levado em consideração o aumento da qualidade do trabalho, pois ele está ligado diretamente ao conceito moderno de produtividade.
Por exemplo, se a disponibilização do material de trabalho não ocorrer nos prazos certos, ou houver falhas na execução de alguma tarefa, gerando retrabalho, a produtividade irá diminuir. Da mesma forma, atrasos de salários, o relacionamento interpessoal, e a quantidade de dias chuvosos também influenciam o resultado.
Em razão disso, o controle da produtividade na Construção Civil acaba por se tornar um indicador importante para a melhoria dos processos, dentro e fora do canteiro. Isso significa a que a construtora deve desenvolver estratégias que permitam utilizar melhor os recursos disponíveis – financeiros, materiais e humanos – e então entregar o empreendimento dentro do cronograma e dos padrões de desempenho e qualidade esperados pelo mercado.
Saiba o que é preciso considerar em relação aos processos e à execução da obra para otimizar a gestão da produtividade na sua construtora.
Gestão de produtividade de processos
A gestão da produtividade não está relacionada somente às técnicas de produção, mas, sim, à administração das diversas atividades que estão entrelaçadas ao canteiro de obras e necessitam de êxito na execução.
Por isso, deve-se pensar também no ganho de produtividade em atividades indiretas de administração da obra, ao:
- Alinhar a estrutura organizacional da empresa;
- Melhorar a alocação de recursos para administração dos projetos;
- Buscar por metodologias modernas de trabalho;
- Aplicar tecnologia digital e automação para integração dos processos;
- Usar de modelagem e virtualização tridimensional para compatibilização dos projetos;
- Implementar práticas de gerenciamento, controle e padronização das atividades;
- Melhorar a gestão de compras e cadeia de suprimentos;
- Implementar novos sistemas construtivos, além produtos e componentes pré-fabricados;
- Capacitar e garantir a satisfação dos colaboradores internos e os da frente da obra.
Gestão de produtividade da obra
Ao organizar e integrar previamente os processos, ganhando mais eficiência, precisão e controle no ambiente estratégico, as vantagens e o aumento da produtividade serão refletidos no plano operacional, ou seja, na execução da obra.
O canteiro passa a operar como um sistema de produção em massa, inspirado em processos de fabricação, com uma ordem de serviços diários a serem executados, com materiais e mão de obra necessários para a realização de cada etapa específica. A construção também passa a contar com componentes padronizados, pré-fabricados em uma planta, fora da área da obra.
Tudo isso permite benefícios como:
- Redução de custos e erros na compra de materiais;
- Redução do uso de mão de obra;
- Melhoria na contratação e administração de empreiteiros;
- Orçamentos futuros mais assertivos;
- Melhor gestão do prazo, evitando atrasos de obras e otimizando o fluxo de caixa;
- Possibilidade de predição de atrasos de acordo com informações de obras passadas x realidade atual;
- Melhoria em desenvolvimento de cronogramas futuros com base em eventos realizados;
- Redução no tempo construtivo;
- Redução de desperdícios de materiais e aumento no controle de estoque;
- Diminuição de falhas e retrabalhos.
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