Construtechs são startups que desenvolvem soluções para o mercado da construção civil e surgiram com o objetivo de modernizar o setor. Essas pequenas empresas de tecnologia utilizam sua expertise em inovação para promover mudanças significativas no mercado.
O surgimento desses novos negócios despertou a atenção de grandes empresas, que nelas encontraram uma oportunidade de se transformar digitalmente. Com isso, grandes companhias, com anos de mercado começaram a investir nas construtechs. Neste artigo, você vai conhecer alguns desses exemplos e entender como essa mudança vem acontecendo. Confira!
Veja como as contrutechs estão revolucionando o mercado por meio da tecnologia
De acordo com a aceleradora Construtech Ventures, o Brasil conta com mais de 550 construtechs. E a aceleradora acredita que esse novo modelo tem ainda um enorme potencial de mercado, pois só em 2018, mais de US$ 7,3 bilhões já foram investidos em construtechs no mundo todo.
Estas startups desenvolvem sistemas para gestão de obras, sensores para detecção de umidade no solo, drones para monitoramento de obras, entre outras tecnologias, com o objetivo de solucionar as dores das construtoras e estimular o crescimento do setor. Outro mapeamento realizado pela Construtech Venture, este em 2017, mostra as principais soluções tem foco em:
- Gestão de canteiros de obra;
- Aluguel de equipamentos;
- Contratação de mão de obra;
- Compra e venda de imóveis;
- Orçamento de obras;
- Compra e gestão de suprimentos;
- Gestão do canteiro;
- Gerenciamento de resíduos;
- Segurança do trabalho;
- Maquetes interativas e modelos 3D imersivos;
- Reformas e decoração de interiores;
- Prospecção de terrenos e lotes.
A oferta dessas soluções tem atraído a atenção de grandes empresas, que passaram a investir na aceleração de construtechs ou até criaram suas próprias startups.
A transformação de grandes empresas da construção civil por meio das construtechs
Durante o Construdigital 2019, evento realizado pela Ambar, Enredes e parceiros, foi discutido sobre o potencial das construtechs. No painel sobre o tema, André Medina, Head de Inovação na Andrade Gutierrez, e Juliano Bello, diretor financeiro na Cyrela, contaram sobre os projetos de inovação das empresas e como as contrutechs têm sido fundamentais para esse processo.
Recentemente, a Andrade Gutierrez, foi considerada como a empresa mais inovadora no setor, pelo prêmio Prêmio Valor Inovação 2019 por causa do seu programa de aceleração, o Vetor AG. O programa, que está em sua segunda edição, tem o objetivo de atrair empresas, pesquisadores e universidades para apresentarem soluções para nove desafios do setor:
- Agilidade na captação de mão de obra local;
- Otimização na logística de materiais;
- Redução do tempo de tratamento térmico em soldagens;
- Agilidade no lançamento de cabos em tubulações;
- Apontamento de produção em tempo real;
- Caracterização de solos otimizada;
- Compactação de solos em climas desfavoráveis;
- Canteiros sustentáveis;
- Gestão remota.
Inicialmente, o objetivo do programa era levar inovação aberta para a Andrade Gutierrez, em seguida, se tornou uma aceleradora de novos negócios. Essa foi uma forma de conectar a empresa com soluções desenvolvidas por startups, empresas de tecnologia e pesquisadores. Foram 9 startups aceleradas por meio do projeto.
No caso da Cyrela, o incentivo à transformação digital acontece há 15 anos. A empresa precisou testar, criar e descobrir novos caminhos durante todo esse período. Inicialmente, a meta era fazer com que 40% das vendas fossem efetivadas pelo canal online. De acordo com Juliano Bello, atualmente, 90% das vendas da empresa passam por esse canal.
Para chegar a esse número, o programa de inovação foi baseado em 3 pilares:
- Foco no futuro do negócio: pensar sempre em como será a Cyrela do amanhã;
- Mentalidade digital: a transformação começa na cultura da empresa;
- Novos mercados e novos negócios: aproximação do mercado de inovação por meio de empresas de tecnologia.
O último pilar fez com que a Cyrela se aproximasse e trouxesse as construtechs para dentro da empresa. Atualmente, são mais de 60 startups como fornecedoras, resolvendo as dores e pontos de ineficiência da empresa ou desenvolvendo produtos e soluções para o setor. Além disso, a Cyrela, juntamente com outras empresas, criou uma associação com o objetivo de fomentar novas startups e a sua própria fintech, a CashMe – startup do setor de home equity que agiliza a análise de crédito para quem precisa de empréstimo e utiliza o imóvel como garantia de pagamento.
A relação entre empresas da construção civil e construtechs mostra que o setor não está mais esperando o futuro chegar. A construção civil está se movimentando para se tornar um setor 4.0 e inovador desde já. O que falta para a sua empresa aderir a esse movimento? Conheça o case de sucesso das empresas que começaram a mudar o futuro.
Confira o depoimento do Pedro Englert da StartSe:
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