Boas práticas e tecnologia para otimizar a gestão de suprimentos
*Por Marcos Felipe Nuernberg
Otimizar processos para ganhar produtividade é um “mantra” já utilizado há muito tempo em diversos setores da economia. Porém alguns indicadores da construção civil mostram que o setor ainda não está completamente alinhado a essa tendência – seguimos analógicos e com quase nenhuma integração entre as etapas construtivas. E isso também se aplica a gestão de suprimentos.
A área de compras em uma construtora foi, durante muitos anos, uma atividade ligada a ações rotineiras com a utilização de uma rede de fornecedores já estabelecida. Além disso, por aqui, ainda há profissionais fazendo anotações de orçamentos e compras em planilhas completamente desconectadas do projeto e da gestão da obra. Também encontram dificuldades em abrir concorrência e buscar por novos fornecedores, seja por falta de tempo, de pessoal ou mesmo desconhecimento de outros bons fornecedores de determinados insumos.
Mas a mudança de rumos já começou e tem ganhado cada vez mais adeptos. Se antes, o setor era apenas de cotação e compras, agora já assume um papel fundamental de ditar o ritmo e a qualidade da obra. Assim, a área passou a ser entendida também como uma gestão de suprimentos, com objetivos de garantir a disponibilidade de insumos no prazo e suportar a continuidade das atividades em canteiro. Estas práticas são essenciais, pois ajudam a evitar atrasos, retrabalhos e desperdícios de recursos.
Esta mudança alterou então a perspectiva de atuação dos profissionais de suprimentos: de uma função operacional, para uma função tático-estratégica, que engloba acima de tudo a constante manutenção da relação com fornecedores – e não apenas os conhecidos, mas com o mercado em geral -, para que a cadeia de suprimentos esteja em sinergia com bons resultados no canteiro.
Algumas boas práticas e o apoio da tecnologia são fundamentais para sustentar essa transformação. É inovando e mudando o modus operandi tradicional que se consegue avançar e ter resultados mais positivos. Ou seja, é preciso integrar e automatizar vários processos para ganhar precisão e agilidade na gestão de suprimentos.
Torne a gestão de suprimentos mais estratégica e eficiente
O setor de suprimentos têm papel imprescindível na garantia do sucesso de execução dos projetos, uma vez que ele pode responder por mais de 50% de todo recurso financeiro aplicado na construção.
O principal desafio é atender o prazo da obra, com a melhor qualidade e o menor preço alinhado ao orçamento. Atualmente, as construtoras têm uma grande preocupação com a certificação dos insumos: os materiais devem atender às normas de desempenho, pois, do contrário, podem causar problemas durante a vida útil do empreendimento, ou até mesmo prejudicar a aquisição/manutenção de selos como PSQ, ISO 9001 e PBPQ-H.
Fazer com que os materiais cheguem de acordo com a demanda prevista, exige uma série de esforços a serem feitos desde a demanda de compra, levantamento de preços até o fechamento de uma boa negociação, o que torna a gestão de suprimentos uma atividade complexa.
Portanto, é preciso ter um bom planejamento para fazer a consulta e a negociação de todos os itens necessários junto aos fornecedores que atuam ao longo da execução de um empreendimento. Além, é claro, de manter o relacionamento com estas empresas durante o período de execução do empreendimento.
Algumas boas práticas podem ajudar a ganhar competitividade no mercado. São elas:
- Ter um bom planejamento – Plano de Compras;
- Atuar em conjunto com o Gerente de Projetos e o Gerente de Obras;
- Segmentar fornecedores conhecidos por tipo de compra;
- Ampliar a carteira atual de fornecedores;
- Fazer uma pesquisa detalhada de preços;
- Fazer compras globais (quando possível);
- Manter um registro de compras com o histórico de preços.
O lado positivo é que para suprir estas questões, é possível contar com o suporte da tecnologia. Existem plataformas digitais, como a Ambar Conaz, que funcionam como um marketplace completo para compras e conectam a cadeia de suprimentos aos canteiros de obras.
Este tipo de solução alia processos e tecnologias como Big Data e machine learning (aprendizado de máquinas), para automatizar o processo de compras: faz a busca e o contato rápido com inúmeros fornecedores referenciados no mercado, ampliando a carteira já existente e as possibilidades de fechar bons negócios.
Na prática, as construtoras repassam tudo o que precisam para sua obra (com especificações, quantitativos e cronograma), e os fornecedores, por sua vez disponibilizam o preço de venda e prazos de maneira personalizada. Com este ganho de tempo operacional, a negociação se torna mais eficiente e produtiva, podendo reduzir valores e condições pelo maior número de ofertas.
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